Área de atuação
Ortopedista de mão e punho em Curitiba
Aqui estão as fichas dos cirurgiões de mão e punho de Curitiba. Logo abaixo delas vem o guia da área: o que cada padrão de formigamento significa, o que melhora sem cirurgia e o que não pode esperar.
Última revisão: 17 de agosto de 2026
Ortopedistas de mão em Curitiba
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Quero minha fichaO que o cirurgião de mão trata
A cirurgia da mão cuida da mão, do punho, do antebraço e dos nervos periféricos do membro superior. É uma das áreas mais cirúrgicas da ortopedia e também uma das que mais resolvem com procedimentos pequenos, feitos com anestesia local, em poucos minutos.
- Compressões de nervo, principalmente a síndrome do túnel do carpo e a compressão do nervo ulnar no cotovelo.
- Tendinopatias, como o dedo em gatilho e a tenossinovite de De Quervain.
- Artroses da mão, com destaque para a rizartrose, na base do polegar.
- Cistos e tumores benignos, sendo o cisto sinovial de punho o mais comum de todos.
- Fraturas e luxações do punho e dos dedos, incluindo a fratura do escafoide, que engana com facilidade.
- Lesões de tendão e de nervo por corte, que são urgência e mudam de prognóstico com o tempo.
- Contratura de Dupuytren, o dedo que vai fechando aos poucos por um espessamento na palma.
- Sequelas de trauma, rigidez e deformidades.
O que o padrão do formigamento revela
Formigamento na mão não é tudo igual, e o dedo afetado diz muito sobre onde está o problema. Este é um daqueles casos em que uma observação simples, feita em casa, orienta o médico melhor do que um exame caro.
| Onde formiga | Nervo provável | Costuma ser |
|---|---|---|
| Polegar, indicador, médio e metade do anelar | Mediano, no punho | Síndrome do túnel do carpo |
| Mínimo e a outra metade do anelar | Ulnar, no cotovelo | Compressão no túnel cubital |
| Dorso da mão, lado do polegar | Radial superficial | Compressão por pulseira, gesso ou relógio apertado |
| Mão inteira, com dor no pescoço | Raiz cervical | Origem na coluna, e não na mão |
| As duas mãos, com os pés também | Nervos periféricos em geral | Investigação clínica, como diabetes ou deficiência de vitamina B12 |
Um detalhe clássico do túnel do carpo: o formigamento acorda a pessoa de madrugada e melhora ao sacudir a mão para fora da cama. Quem descreve exatamente isso já entrou com meio diagnóstico pronto.
Síndrome do túnel do carpo
O nervo mediano passa por um túnel estreito no punho, entre ossos e um ligamento espesso. Quando a pressão nesse túnel aumenta, aparecem formigamento, dormência e, em casos avançados, perda de força e atrofia da região do polegar.
Como se confirma. O diagnóstico é clínico, com testes de exame físico. A eletroneuromiografia ajuda a graduar a gravidade e a esclarecer casos duvidosos, e costuma ser pedida quando a cirurgia entra na conversa. Ela não é obrigatória para dar o diagnóstico.
O que funciona. Em quadros leves e moderados, a tala noturna que mantém o punho em posição neutra tem efeito real e é barata. A infiltração com corticoide alivia bem, mas o efeito tende a diminuir com o tempo em boa parte dos pacientes. Em quadros moderados a graves, a cirurgia de liberação do túnel se mostrou superior ao tratamento conservador em ensaios clínicos, com resultados duradouros e um procedimento curto, feito com anestesia local.
O que não muda o rumo. Vitaminas isoladas, ultrassom terapêutico e laser têm evidência fraca. E existe um ponto que costuma ser mal explicado: quando já há atrofia da musculatura do polegar, parte do dano é permanente, e adiar a cirurgia nessa fase custa função que não volta.
Dedo em gatilho e De Quervain
Dedo em gatilho. O tendão engrossa e passa a travar dentro da polia que o segura, e o dedo trava dobrado, destravando com um estalo, muitas vezes doloroso. É mais comum em mulheres, em quem tem diabetes e depois dos 40 anos. A infiltração com corticoide resolve a maioria dos casos, com taxas de sucesso altas em pacientes sem diabetes e menores em diabéticos. Quando a infiltração falha depois de uma ou duas tentativas, a cirurgia de abertura da polia é rápida, feita com anestesia local, e tem índice de resolução muito alto.
Tenossinovite de De Quervain. Dor na lateral do punho, do lado do polegar, que piora ao segurar peso com a mão em desvio, ao torcer pano e ao levantar bebê. É frequente no pós-parto, o que rendeu o apelido de punho da mãe. Tratamento com ajuste de carga, órtese que inclui o polegar e, quando necessário, infiltração, que tem bons resultados. A cirurgia fica para os casos resistentes.
Por que tanta infiltração nesta página
Na mão, ao contrário do joelho, várias infiltrações têm evidência boa, porque o alvo é pequeno, superficial e bem definido, e o problema é local. Isso mostra uma coisa importante: não existe tratamento bom ou ruim em abstrato, existe tratamento certo para o problema certo.
Rizartrose, cistos e Dupuytren
Rizartrose é a artrose da articulação na base do polegar. Dói ao pinçar, ao abrir potes, ao girar chave. O tratamento começa com órtese, ajuste de atividade e analgesia, e boa parte das pessoas segue bem assim por anos. Quando a dor limita muito, existem cirurgias com bons resultados de alívio.
Cisto sinovial é o caroço mais comum do punho. Não é câncer, e uma parcela grande desaparece sozinha com o tempo. A punção alivia, mas recidiva com frequência. A cirurgia é reservada a cistos que doem, limitam ou crescem, e também pode recidivar. Assustar-se com o tamanho não ajuda: cisto grande e indolor incomoda menos do que cisto pequeno em ponto de atrito.
Contratura de Dupuytren é um espessamento da fáscia da palma que puxa os dedos para dentro, com progressão lenta e história familiar frequente. O tratamento é indicado quando o dedo já não estica o suficiente para apoiar a mão em uma mesa, e envolve procedimentos que vão de agulha a cirurgia aberta, com taxas diferentes de recidiva.
Fraturas que enganam
Duas fraturas de punho merecem atenção especial porque são frequentemente subestimadas.
Escafoide. Depois de uma queda com a mão espalmada, dor na base do polegar, naquela depressão que aparece quando você abre a mão, é escafoide até prova em contrário. O problema é que a radiografia inicial pode parecer normal em uma parte dos casos. Tratar como se fosse fratura e reavaliar é a conduta segura, porque um escafoide não consolidado leva a artrose precoce do punho e a uma cirurgia bem maior lá na frente.
Rádio distal. A fratura mais comum do membro superior, típica de queda ao ar livre e de fragilidade óssea depois dos 60 anos. Muitas são tratadas com imobilização, outras precisam de cirurgia, e a decisão depende de desvio, estabilidade, idade e demanda funcional. Em pessoas acima de 50 anos, uma fratura por queda da própria altura é também um alerta de osteoporose e merece investigação.
Quando procurar
Vale marcar consulta quando houver formigamento que acorda à noite, dedo que trava, dor que impede segurar objetos, caroço que cresce, perda de força para abrir garrafa ou girar chave, ou dor que persiste depois de uma queda, mesmo com radiografia dita normal.
Procure atendimento imediato se houver
- Corte profundo com perda de movimento de um dedo, o que sugere lesão de tendão.
- Dedo ou mão dormentes e pálidos, ou muito inchados depois de trauma ou de gesso apertado.
- Infecção com vermelhidão que avança, febre, ou dor forte após ferimento com prego, mordida de animal ou espinho.
- Dedo em posição anormal, ou incapacidade de mover uma articulação depois de trauma.
- Perda de força súbita associada a formigamento em toda a mão.
Nesses casos, procure um pronto atendimento. Em emergência, ligue 192.
Não é isso que você está sentindo?
A busca por área encontra o especialista certo a partir da parte do corpo que dói.
Perguntas frequentes
Túnel do carpo tem cura sem cirurgia?
Em quadros leves e moderados, muita gente melhora bem com tala noturna, ajuste das atividades que forçam o punho e, quando necessário, infiltração. Nos quadros moderados a graves, a cirurgia de liberação se mostrou superior ao tratamento conservador em ensaios clínicos e tem resultado duradouro. Quando já existe perda de força e atrofia na base do polegar, adiar custa função que pode não voltar.
Quanto tempo demora para voltar a trabalhar depois da cirurgia de mão?
Depende do procedimento e do trabalho. Em cirurgias pequenas, como dedo em gatilho e túnel do carpo, muitas pessoas com trabalho leve voltam em uma a duas semanas, enquanto atividades com esforço e vibração exigem mais tempo. Cirurgias de fratura e de tendão têm reabilitação bem mais longa, com terapia da mão.
Dedo em gatilho volta depois da infiltração?
Pode voltar. A infiltração com corticoide resolve a maior parte dos casos, com taxas de sucesso mais altas em pessoas sem diabetes. Quando o dedo volta a travar depois de uma ou duas infiltrações, a cirurgia de abertura da polia é rápida, feita com anestesia local, e tem índice muito alto de resolução definitiva.
Cisto no punho precisa operar?
Na maioria das vezes não. Uma parcela grande dos cistos sinoviais desaparece sozinha, e o tamanho não indica gravidade. A cirurgia entra quando o cisto dói, limita o movimento, comprime alguma estrutura ou cresce de forma atípica. Bater com objeto para estourar o cisto é uma prática antiga que não deve ser feita, porque machuca tecidos vizinhos e não impede a recidiva.
Caí com a mão espalmada e a radiografia deu normal, mas ainda dói. É normal?
Merece reavaliação. A fratura do escafoide pode não aparecer na radiografia inicial e, quando é ignorada, evolui para falta de consolidação e artrose precoce do punho. Se a dor está naquela depressão na base do polegar, a conduta segura é imobilizar, reavaliar em alguns dias e, se preciso, complementar com outro exame de imagem.
Para levar daqui
- O dedo onde formiga aponta o nervo comprometido e orienta o diagnóstico.
- Formigamento que acorda à noite e melhora ao sacudir a mão é o padrão do túnel do carpo.
- Na mão, várias infiltrações têm evidência boa, ao contrário do que acontece em articulações grandes.
- Dedo em gatilho responde bem a infiltração, e a cirurgia é pequena quando ela falha.
- Cisto de punho costuma sumir sozinho e não é câncer.
- Dor na base do polegar depois de queda com a mão espalmada é escafoide até prova em contrário.
- Atrofia da musculatura do polegar significa que o nervo já sofreu, e aí o tempo importa.
Referências
- Padua L et al. Carpal tunnel syndrome: clinical features, diagnosis, and management. The Lancet Neurology, 2016.
- American Academy of Orthopaedic Surgeons. Management of carpal tunnel syndrome, clinical practice guideline.
- Verdugo RJ et al. Surgical versus non-surgical treatment for carpal tunnel syndrome. Cochrane Database of Systematic Reviews.
- Fiorini HJ et al. Surgery for trigger finger. Cochrane Database of Systematic Reviews, 2018.
- Huisstede BM et al. Effectiveness of interventions for de Quervain disease: a systematic review. Physical Therapy.
- Clementson M et al. Acute scaphoid fractures: guidelines for diagnosis and treatment. EFORT Open Reviews, 2020.
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