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Ortopedista de pé e tornozelo em Curitiba

Aqui estão as fichas dos especialistas em pé e tornozelo de Curitiba. Logo abaixo delas vem o guia: dor no calcanhar, entorse, quando o raio-x é necessário e o que funciona de verdade.

Última revisão: 17 de agosto de 2026

Ortopedistas de pé e tornozelo em Curitiba

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Para o médico, aparecer aqui é totalmente gratuito, sempre. Não existe plano pago, não existe destaque comprado, não cobramos comissão por consulta e não vamos cobrar no futuro. O projeto é informativo e sem fins comerciais.

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O que o especialista em pé e tornozelo trata

  • Dor no calcanhar, principalmente a fascite plantar, e o famoso esporão.
  • Entorses de tornozelo e a instabilidade que sobra depois de entorses repetidas.
  • Tendinopatia do Aquiles e as demais tendinopatias do tornozelo.
  • Deformidades, como joanete, dedo em garra e pé plano do adulto.
  • Metatarsalgia e neuroma de Morton, a dor na planta, perto dos dedos.
  • Artrose do tornozelo e do médio pé.
  • Fraturas do tornozelo, do calcâneo e do médio pé, incluindo as fraturas por estresse de corredores.
  • Pé do paciente com diabetes, que é um capítulo à parte e exige acompanhamento conjunto.

Dor no calcanhar e fascite plantar

O padrão é inconfundível: os primeiros passos da manhã doem muito, melhoram depois de alguns minutos caminhando e voltam no fim do dia ou depois de ficar muito tempo em pé. A dor fica na parte de baixo do calcanhar, mais para dentro.

Sobre o esporão. Ele aparece em muita gente sem dor nenhuma, e não é a causa do problema. O esporão é consequência da tração crônica, e não a origem. Retirar esporão não é o tratamento da fascite.

O que funciona, em ordem de evidência. Alongamento específico da fáscia plantar e da panturrilha, feito diariamente, é a base e tem bom respaldo. Ajuste de carga e de calçado ajuda. Palmilhas dão alívio de curto prazo, com benefício menos claro no longo prazo. Terapia por ondas de choque tem evidência razoável em casos que não melhoram depois de alguns meses. A infiltração com corticoide alivia rápido, mas o efeito dura pouco e existe risco de ruptura da fáscia e de atrofia do coxim de gordura do calcanhar, então não é para repetir sem critério.

O dado mais importante para a sua expectativa: a fascite plantar é autolimitada na grande maioria dos casos. Algo em torno de nove em cada dez pessoas melhora dentro de aproximadamente um ano com tratamento conservador bem feito. Saber disso muda a decisão sobre procedimentos caros e agressivos oferecidos no terceiro mês.

Entorse de tornozelo: quando o raio-x é necessário

A maior parte das entorses não precisa de radiografia. Existe uma regra clínica validada, usada no mundo inteiro, que ajuda a decidir e evita exame desnecessário sem deixar passar fratura.

Sinais que indicam radiografia depois de uma entorse

  • Dor à palpação na borda posterior ou na ponta do maléolo lateral, aquele osso saliente do lado de fora.
  • Dor à palpação na borda posterior ou na ponta do maléolo medial, do lado de dentro.
  • Incapacidade de dar quatro passos, tanto logo após o trauma quanto no atendimento.
  • No pé, dor na base do quinto metatarso ou no osso navicular.

Sem nenhum desses sinais, a chance de fratura é muito baixa. Com qualquer um deles, a radiografia está indicada.

Tratamento. A reabilitação funcional, com movimento precoce dentro do tolerável, apoio conforme a dor permitir e exercícios de equilíbrio, dá melhor resultado do que imobilização prolongada nas entorses simples. O treino proprioceptivo, aquele de equilíbrio em apoio de um pé só, reduz de forma consistente o risco de novas entorses, e é a parte que quase todo mundo pula.

Quando vira caso de especialista. Tornozelo que continua falhando meses depois, dor persistente na frente do tornozelo, sensação de travamento, ou entorses que se repetem várias vezes ao ano. Aí entra a investigação de instabilidade crônica e de lesões associadas da cartilagem.

Tendão de Aquiles

A tendinopatia do Aquiles dá dor e rigidez atrás do calcanhar, pior ao levantar da cama e ao iniciar a corrida, às vezes com espessamento visível do tendão. O tratamento com melhor evidência é o exercício de fortalecimento progressivo, com ênfase na fase excêntrica, mantido por pelo menos três meses. É chato, é lento e funciona. Infiltração de corticoide dentro do tendão não deve ser feita, pelo risco de ruptura.

A ruptura completa do Aquiles é outra história: acontece tipicamente em quem volta a jogar depois de anos parado, com a sensação de uma pedrada atrás do tornozelo, estalo audível e dificuldade de ficar na ponta do pé. É urgência ortopédica, e o tratamento pode ser cirúrgico ou funcional com imobilização, com resultados próximos em protocolos modernos de reabilitação.

Joanete e dor na planta do pé

Joanete, ou hálux valgo, é o desvio do dedão com proeminência na borda interna do pé. Palmilhas, separadores e calçado adequado aliviam sintomas, mas não corrigem o desvio, e nenhum exercício desentorta o dedo. A cirurgia é indicada por dor e limitação, e não por aparência: operar joanete que não dói costuma trocar um problema estético por um problema real. Quando bem indicada, a correção tem bons resultados, com recuperação que leva semanas a meses.

Metatarsalgia é a dor na planta, logo atrás dos dedos, comum em quem usa salto, em quem aumentou a corrida rápido demais e em pés com deformidade. Neuroma de Morton é a dor com queimação e formigamento entre o terceiro e o quarto dedos, com sensação de pedra no sapato. Ambos começam com ajuste de calçado e palmilha, e têm opções de infiltração e cirurgia nos casos resistentes.

Pé de quem tem diabetes

Esta seção existe porque salva pé. Quem tem diabetes há anos pode perder sensibilidade nos pés e deixar de sentir uma bolha, um corte ou um prego. A lesão evolui em silêncio e infecciona.

Se você tem diabetes, procure atendimento no mesmo dia se aparecer

  • Qualquer ferida, bolha ou rachadura que não fecha, mesmo sem dor.
  • Vermelhidão, calor, inchaço ou cheiro forte no pé.
  • Mudança de formato do pé, com inchaço e calor sem ferida, o que pode ser pé de Charcot.
  • Unha encravada com pus.

Ferida em pé de pessoa com diabetes não espera a semana que vem, e a ausência de dor não significa que seja leve.

Quando procurar o especialista

Marque consulta quando a dor no pé dura mais de quatro a seis semanas, quando o tornozelo continua falhando, quando entorses se repetem, quando aparece deformidade nova, quando a dor aparece à noite em repouso, ou quando você teve trauma e continua sem conseguir apoiar direito.

Procure atendimento imediato se houver

  • Impossibilidade de apoiar o peso depois de trauma, ou deformidade visível do tornozelo.
  • Estalo atrás do tornozelo com dificuldade de ficar na ponta do pé, o que sugere ruptura do Aquiles.
  • Pé frio, pálido ou roxo, com ou sem dormência.
  • Vermelhidão que avança pelo pé, com febre.
  • Dor desproporcional depois de trauma ou de gesso, com inchaço tenso.
  • Ferida em pé de pessoa com diabetes, com ou sem dor.

Nesses casos, procure um pronto atendimento. Em emergência, ligue 192.

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Perguntas frequentes

Toda entorse de tornozelo precisa de raio-x?

Não. Existe uma regra clínica validada que indica radiografia quando há dor à palpação das bordas ou pontas dos maléolos, dor na base do quinto metatarso ou no navicular, ou incapacidade de dar quatro passos. Sem esses sinais, a chance de fratura é muito baixa e o exame costuma ser dispensável.

Esporão de calcâneo é a causa da minha dor no calcanhar?

Quase nunca. O esporão aparece em muitas pessoas sem dor nenhuma e é consequência da tração crônica na região, não a causa. A dor típica vem da fascite plantar, e o tratamento é dirigido a ela, com alongamento, ajuste de carga e calçado, não à retirada do esporão.

Quanto tempo dura uma fascite plantar?

Costuma ser longo e costuma passar. A grande maioria das pessoas melhora dentro de cerca de um ano com tratamento conservador bem feito, e a parte que mais ajuda é o alongamento diário da fáscia e da panturrilha. Saber disso evita aceitar procedimentos caros e agressivos cedo demais.

Palmilha corrige joanete?

Não. Palmilhas, separadores e calçados largos aliviam sintomas e distribuem melhor a carga, o que já é bastante útil, mas não corrigem o desvio do dedão nem impedem a progressão. A correção do desvio é cirúrgica, e a indicação deve ser por dor e limitação, não por estética.

Posso continuar correndo com dor no tendão de Aquiles?

Em geral é possível manter alguma corrida, com volume reduzido, desde que a dor durante a atividade seja tolerável e não piore no dia seguinte. O que muda o quadro é o programa de fortalecimento progressivo, mantido por pelo menos três meses. Parar completamente e voltar sem fortalecer costuma levar de volta ao mesmo ponto.

Para levar daqui

  • A dor no primeiro passo da manhã é a assinatura da fascite plantar.
  • Esporão não é a causa da dor, é consequência da tração.
  • A maioria das fascites melhora em cerca de um ano com alongamento e ajuste de carga.
  • Entorse sem dor nos maléolos e com capacidade de caminhar raramente precisa de raio-x.
  • Treino de equilíbrio reduz o risco de nova entorse, e é a parte que todo mundo pula.
  • No Aquiles, o tratamento com melhor evidência é fortalecimento progressivo, não infiltração.
  • Ferida em pé de pessoa com diabetes é urgência, mesmo sem dor.

Referências

  1. Stiell IG et al. Decision rules for the use of radiography in acute ankle injuries. JAMA, 1993.
  2. Bachmann LM et al. Accuracy of Ottawa ankle rules to exclude fractures of the ankle and mid-foot: systematic review. BMJ, 2003.
  3. Vuurberg G et al. Diagnosis, treatment and prevention of ankle sprains: update of an evidence-based clinical guideline. British Journal of Sports Medicine, 2018.
  4. Trojian T, Tucker AK. Plantar fasciitis. American Family Physician, 2019.
  5. Babatunde OO et al. Comparative effectiveness of treatment options for plantar heel pain: a systematic review and network meta-analysis. British Journal of Sports Medicine, 2019.
  6. Malliaras P et al. Achilles and patellar tendinopathy loading programmes: a systematic review. Sports Medicine.
  7. Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes sobre prevenção e cuidado do pé diabético.

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